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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Como fazer a higiene da boca do bebê/criança?

Por que os dentes de leite são importantes?

è Os dentes de leite “guardam” o espaço e preparam o caminho para os dentes definitivos.
è Dentes de leite saudáveis são importantes para uma boa mastigação e para um bom desenvolvimento da fala (precisamos dos dentes para pronunciar várias letras!).
è Crianças com dentes de leite CARIADOS podem ter vergonha de sorrir, causando problemas emocionais/sociais (baixa auto estima/bullying).
Além disso, a CÁRIE CAUSA DOR!

Como os dentes se desenvolvem?

5 a 6 MESES DE IDADE

5 a 6 ANOS DE IDADE


Dicas muito importantes:

· Evite beijar o seu bebê na boca, principalmente o recém-nascido! Você pode transmitir várias doenças através da saliva, inclusive o “sapinho”, que é uma infecção por fungos, fazendo com que o bebê pare de mamar, por sentir muita dor ao engolir.
· Não prove a comida na colher do bebê e não assopre para esfriar. A saliva do adulto contém bactérias que causam várias doenças. Certifique-se de que a comida esteja na temperatura ideal antes de oferecer à criança.

Doenças como amidalite, faringite, incomodam muito na gente, não é? 
Imagina num bebezinho? 

Dicas de uma boa alimentação para evitar cárie:

è Ofereça alimentos naturais: frutas, legumes, verduras, arroz, feijão e sucos naturais, feitos da própria fruta (sem adoçar).
è Leite artificial (fórmulas), farinhas (mingau de cereal - mucilon, farinha láctea, cremogema), e sucos de caixinha já contém açúcar na sua fórmula. Se precisar oferecê–los ao bebê, NÃO coloque mais açúcar.
è Evite oferecer biscoitos, doces e balas entre as refeições. Caso ofereça, dê de sobremesa e escove os dentes após todas as refeições da criança.
Entre as refeições, dê sempre preferência aos alimentos naturais, como as frutas.
è Biscoitos salgados também possuem açúcar.
Comece, por curiosidade, a ler os rótulos dos produtos quando fizer compras no mercado. Você irá se surpreender!

APRENDA: O seu paladar é diferente do seu bebê.
O bebê NÃO CONHECE AÇÚCAR, 
portanto NÃO SENTIRÁ FALTA DELE. J


Há alguns anos, a Associação Brasileira de Odontopediatria, baseada em pesquisas científicas, recomenda o uso do Creme Dental COM FLÚOR a partir da erupção do primeiro dentinho do bebê (acesse o link abaixo para conferir).



Mas ATENÇÃO: as pastas com flúor que são eficazes são as que possuem a concentração de flúor ACIMA de 1000 ppm (parte por milhão).

Como identificar isso? Fácil! Lendo o rótulo.



Existem pastas de dente infantis com flúor à venda no mercado, mas que possuem baixa concentração (abaixo de 1000 ppm). 
Nos últimos anos, os dentistas adotaram uma posição bastante conservadora quanto ao uso dos cremes dentais com flúor, recomendando pasta com baixo teor de flúor a partir do momento em que a criança aprende a controlar a deglutição e, antes disso, quando ainda bebês, somente pasta sem flúor.
Porém, esta recomendação já está ultrapassada.

Segundo uma pesquisa de mestrado orientada pelo pesquisador Jaime Cury, professor doutor da Unicamp, a tendência de se usar pastas com teor reduzido de flúor para os menores de 6 anos, disseminada nos anos 2000, mostra seus reflexos agora, com um aumento de casos de cárie nos consultórios. “A prevalência de cárie dental em crianças de 4 a 5 anos começou a aumentar de novo. A cárie é uma doença não erradicável. Se a gente baixar a guarda, ela com certeza aumenta”. 

Aprenda quais são as Pastas SEM FLÚOR e com BAIXO TEOR DE FLÚOR - para NÃO COMPRAR! 



Pasta COM FLÚOR? 
Mas e a FLUOROSE, que são aquelas manchinhas nos dentes permanentes?

A FLUOROSE é causada pela deglutição em excesso do flúor, e isso, por grande parcela de culpa das empresas fabricantes de pasta de dente, que em seus comerciais induzem os consumidores a colocarem uma quantidade excessiva de creme dental. Só para se ter uma ideia, a quantidade correta de pasta de dente para um ADULTO é do tamanho semelhante a um grão de ervilha (as empresas não mostram isso!). 
É preciso aprender que a pasta não é mais importante, e sim, a escovação para a remoção do biofilme (placa bacteriana) e restos alimentares. Fazendo isso, o Flúor será muito mais eficaz.
Não adianta muito aplicar o Flúor por cima da sujeira, não é mesmo?


“Existe uma interpretação errada quando se fala que creme dental causa fluorose. O que causa fluorose é excesso de flúor ingerido pela criança, sem controle dos pais. Creme dental é para ser usado na quantidade certa, sob recomendação do odontopediatra e sob supervisão de adulto”, esclarece o Dr. Paulo Réduapresidente da Sociedade Brasileira de Odontopediatria.

As escovas infantis devem ser usadas de acordo com a idade da criança. É muito comum os pais usarem uma escova para crianças grandes (> de 5 anos) num bebê. A boca do bebê é bem pequena. Usar uma escova que não seja própria para a idade, pode machucar a criança.
Em quase todas as embalagens das escovas de dente há a indicação da idade.


Existem fabricantes que fazem os 3 tipos de pasta: a sem flúor, com baixa concentração e com a concentração correta (acima de 1000 ppm). Devido à antiga orientação dos dentistas, algumas indústrias identificam nas embalagens a partir de quantos anos a pasta pode ser utilizada, através da idade da criança:
Ao escolher a pasta de dente no momento da compra, a idade escrita na embalagem NÃO DEVE SER LEVADA EM CONSIDERAÇÃO, e sim, a concentração correta do flúor. (Acima de 1000 ppm)
Para facilitar a pesquisa, as pastas de dente indicadas são as que possuem idade > que 5 anos. São estas as pastas que contém Flúor acima de 1000 ppm.


MESMO sendo bebê, 
a criança deve usar este creme dental.

O desenho na embalagem também não deve ser o motivo da escolha da pasta, pois fazendo isso, poderá acabar comprando uma que tenha concentração reduzida de flúor ou até a ausência do mesmo.
 
Importante: Pasta de dente é um REMÉDIO. Ela deve ser mantida SEMPRE longe do alcance das crianças e deve ser sempre colocada na escova por um adulto, pois o flúor, se ingerido em excesso, pode causar manchas nos dentes permanentes durante a sua formação – Fluorose – e não tem cura. 
Não coloque mais pasta do que o recomendado.


è Escove sempre os dentes do seu bebê/criança logo após as refeições e SEMPRE antes de dormir. É preciso que o bebê/criança sempre durma com a boca limpa.
è  ANTIBIÓTICOS não causam cárie! Eles tratam doenças. Os Remédios em forma de xarope, solução, suspensão e de homeopatia possuem açúcar na sua fórmula. Por isso, após oferecer ao bebê/criança, é preciso limpar os dentes (inclusive de madrugada) logo depois.
A criança que faz uso frequente de medicamentos necessita de cuidado redobrado. 


A escovação da noite (antes de dormir), até que a criança complete 8 anos, deve ser realizada por um adulto, mesmo que ela já saiba escovar sozinha.




Texto escrito por Liliana Zambrotti - Cirurgiã Dentista

Pode ser reproduzido desde que seja citada a fonte.

12 maneiras de incentivar a autoestima infantil

Nós somos tão obcecados com a obtenção do bem-estar na idade adulta que nos esquecemos da importância de cultivar a autoestima em nossas crianças.

É fundamental que os nossos filhos tornem-se adultos equilibrados, uma vez que isto será o melhor que poderemos transmitir a eles. No entanto, se pararmos para pensar sobre o assunto, não será difícil perceber que os nossos defeitos são muito visíveis para eles.

Assim, as crianças percebem os nossos medos e as nossas inseguranças, e os adotam facilmente. Neste contexto, o fato é que devemos nos esforçar ao máximo para que isso aconteça em menor medida. Mas como fazer isto?

Primeiro, considerando que nós somos o melhor exemplo a seguir, por isso recomendamos o autocuidado. Em segundo lugar, com a nossa forma de agir e de tratá-los, assim como através dos valores que lhes transmitimos.

Nós não queremos que as crianças sejam perfeitas, mas elas devem cultivar o orgulho; queremos que as crianças confiem em si mesmas e em seu próprio potencial. Aqui nós compartilhamos 12 maneiras de incentivar a autoestima infantil que não irão falhar.

“A infância tem suas próprias maneiras de ver, pensar e sentir, não há nada mais insensato do que pretender substituí-las pelas nossas.”
– Jean-Jacques Rousseau –


1 – É importante dedicar um tempo exclusivamente a eles

Devemos considerar o que as crianças nos pedem e nos dizem. Além disso, se estamos caminhando com eles, não devemos ir olhando para os nossos celulares, pois a criança irá perceber os momentos em que nós deixamos de dar atenção a ela.


2 – Corrigir os erros, mas a partir do afeto

Sem gritos e pacientemente. A criança é uma esponja que vai absorver o bom e o ruim. Faça-a entender que vocês aprendem juntos, que o aprendizado é mútuo.


3- Promova a autonomia dando responsabilidades

Deixe-os tomar pequenas decisões sobre seus relacionamentos ou hábitos diários. Por exemplo, você pode cozinhar e preparar o almoço, mas eles podem ajudar a secar e a recolher os pratos, arrumar a mesa, escolher a roupa que elas desejam colocar…


4- Não faça comparações

Com os irmãos ou com os amigos. Não compare uma criança com ninguém, nem os adultos. Ninguém é melhor ou pior do que ninguém; todos nós somos diferentes.


5 – Não crie rótulos como “desajeitado”, “bobo”, “burro”

Isto não ajuda a desenvolver uma autoestima saudável. Quando uma criança faz algo errado, há muitas maneiras de dizer isso a ela: que não é certo bater em seus irmãos, que não se deve quebrar brinquedos ou eles param de funcionar…


6- Faça elogios

Diga o quão bem ela fez a lição de casa, que ótimo que ela recolheu os brinquedos, que maravilha é vê-la desenhar e pintar. Ou seja, você deve elogiar o comportamento, não a criança, e assim reforçar a autoestima infantil.


7- Estabeleça limites claros e coerentes com a idade e capacidade

Isto é, se você não guardar seus brinquedos, não irá ao parque; a criança vai querer negociar isso, mas não vale a pena tomar meias medidas. Se você colocar uma condição razoável, deve aplicá-la; caso contrário ela não será levada a sério. Seja firme.


8- Valorize o esforço, não os resultados

Não foque em excelência ou aprovação. É importante que a criança tenha sido constante e tenha se esforçado, reforce isto.


9- Não exagere nos elogios e seja objetivo

Isto é, diga-lhes o que elas fizeram de bom e fale sobre o que você gostou; deixe a criança saber o que lhe agrada. “Você guardou direitinho seus carrinhos e bichos de pelúcia” é substancialmente diferente de “Você arrumou bem”.
É importante que comente com os outros, na frente da criança, as conquistas e esforços delas. Isto vai fazer com que elas se sintam úteis e importantes.


10- Valide as emoções delas

Se a criança chora, é provável que ela tenha se machucado. Dê a isto a devida importância. Evite dizer: “Não foi nada! Já já passa!” Se alguma coisa faz ela se sentir mal, é importante que nós possamos dar a relevância adequada.


11- Não as superproteja, isso irá gerar insegurança e dependência

Não os guarde e vigie-os o tempo todo, porque assim você irá criar seus filhos dentro de uma bolha. As crianças não são feitas de cristal e precisam de uma dinâmica que irá gerar oportunidades para se desenvolverem de uma forma constante.


12- Reserve um momento para cada um dos seus filhos 
Tente reservar um momento individual para cada um, pois o fato de ser importante e protagonista durante alguns minutos, ou algumas horas, é muito importante para os pequenos. Isso é a chave para mostrar a eles o quanto você se importa, e estes momentos podem gerar trocas inovadoras entre vocês ao longo do tempo, reforçando assim a a autoestima infantil.


Extraído do site "A mente é maravilhosa" - Autor não especificado.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Etapas do Desenvolvimento Motor: a Importância das Posturas Intermediárias

Todos, até quem não tem filhos, sabem que os bebês ficam no chão, depois tornam-se capazes de sentar e finalmente conquistam o andar. A grosso modo, essas são as principais e mais esperadas habilidades que o bebê adquire por volta do primeiro ano.
Porém, poucos se atentam para: Como o bebê chegou até aí? Qual o caminho percorrido até essas conquistas?
Perceber e valorizar as fases intermediárias desse processo é a chave para um desenvolvimento harmonioso, tranquilo e bem sucedido.
Antes que o bebê seja capaz de sentar, ele faz inúmeros movimentos no chão: abre os braços e se estica, alcança seus pés e se encolhe, vira a cabeça para todos os lados e se contorce, rola, pivoteia, brinca de barriga para cima, de lado e de barriga para baixo, se empurra para trás com a força dos braços, arrasta para frente usando as pernas, eleva o bumbum, se coloca gatinhas ou meio sentado e enfim se senta. Ufa! Uma verdadeira ginástica! Com muito teste, erro e nova tentativa. Repetição e mais repetição do que deu certo ou gerou prazer.
No plano horizontal o bebê tem mais autonomia. O chão permite explorar seu corpo e o que tem a sua volta sem risco de queda e com a liberdade de movimento necessária para progressivamente dominar seu corpo, perceber suas capacidades e conquistar as habilidades corporais que incrementarão seu brincar. Portanto, chão firme, espaço, tempo, objetos interessantes e presença de um adulto que compartilhe suas descobertas porém sem interferir (ou facilitar tudo), é o que o bebê precisa para seguir no seu desenvolvimento saudável.
Antes que o bebê saia engatinhando, existe uma fase preparatória em que ele fica em quatro apoios, balança para frente, para trás e diagonalmente, praticando a transferência de peso e fortalecendo a musculatura estabilizadora dos ombros e dos quadris.
Após engatinhar é natural que o bebê comece se apoiar nas superfícies para levantar, buscando a verticalidade. Consegue ficar em pé segurando, aprende também abaixar e depois começa dar passos para lateral com apoio. Nesta fase, é importante que o ambiente preparado para o bebê ofereça superfícies estáveis em que ele possa puxar para em pé. Sofá, estante, mesinha, grades do berço pelo lado de fora, portão, cadeiras e pessoas, tudo vira apoio onde ele tenta se levantar. Deixe que ele faça este esforço e interiorize a lei da gravidade.
Os passinhos para lateral tateando os móveis e a parede, são os precursores do andar independente.
Deixe o bebê explorar bastante esta estratégia e contenha a ânsia de oferecer a mão e ajudar toda vez. Pois fazendo isso, tiramos a possibilidade dele encontrar seu próprio eixo, compensando com a nossa força todos os desequilíbrios. Sair empurrando cadeiras, caixas e brinquedos de empurrar é uma maneira mais natural e autônoma dele andar para frente.

Enfim ele consegue soltar as mãos do apoio e ficar em pé sozinho por alguns segundos! Depois aprende a se levantar do chão sem apoio e troca os primeiros passos, feito um robozinho. As pernas afastadas, braços um pouco elevados, passos curtos e rápidos buscam o equilíbrio. Progressivamente ele vai ganhando mais controle, os braços abaixam e fazem movimentos alternados com as pernas.
É de extrema importância que o bebê tenha a chance de testar seus limites, suas capacidades e sua força, explorando o espaço em todas as dimensões (frente, trás, dentro, fora, em cima, embaixo). Sem a interferência (ou a solução pronta) do adulto que tenta poupá-lo do erro ou do esforço, os quais na realidade lhe geram tanto prazer, aprendizado e sentimento de autoconfiança.

Leila Suzuki Saita Teixeira
Fisioterapeuta – Equipe PAEDI
Extraído do site: www.soumae.org

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Aleitamento Materno e a Prevenção da Obesidade Infantil

A obesidade tem uma associação importante com os aspectos emocionais e vivências psíquicas dos indivíduos. 
Desde a vida intra-uterina, esses aspectos tem relação com as experiências dos pequenos e durante o seu desenvolvimento pessoal serão decisivos para a formação da personalidade, caráter e maneira de lidar com suas emoções.
A figura materna tem fundamental importância nessa fase. Sendo a mãe a primeira pessoa com quem haverá uma interação, a qualidade do vínculo mãe e filho é primordial para o desenvolvimento saudável, em todas as esferas do ser. Nesse contexto, o aleitamento materno, como primeira e mais adequada forma de alimentação do recém-nascido, tem um papel fundamental na prevenção da obesidade.
O leite humano é único em sua composição. Ele é uma substância ativa, capaz de se modificar para atender as necessidades de cada binômio mãe-filho.
Essa capacidade de modificação, durante o decurso de uma mamada, permite à criança conhecer diferentes sabores e desenvolver a capacidade de saciedade e autorregulação, o que significa preparar a criança para interromper a ingestão de alimentos, quando esses já forem suficientes para sua necessidade naquele momento.
A perda dessa capacidade leva a criança a continuar comendo, mesmo quando já está satisfeita e atingiu o necessário de calorias daquela refeição.
Vários estudos mostraram evidências de que, quanto maior o tempo de duração do aleitamento materno exclusivo, menores as chances de ganho de peso excessivo durante a infância e até o início da adolescência.
Dessa forma, o aleitamento materno não só é um ato de amor, como também uma proteção contra doenças, uma melhora na tolerância contra alergias alimentares, além de prevenir a obesidade infantil.
Pense nisso.
Dra. Melissa Ramos Morais - Pediatra / Nutróloga  - CRM 98732

Referências: Manual de orientação: Obesidade na infância e Adolescência. Departamento de Nutrologia, Sociedade Brasileira de Pediatria.
Extraído da página: http://www.casacurumim.com.br/

O apoio do Pai no aleitamento materno

  10 Passos que os Pais podem seguir para Assegurar 
um Aleitamento Materno de Sucesso: 


Healthy Children Center for Breastfeeding  
(Centro Infância Saudável para o Aleitamento Materno, EUA)

A chamada à ação sobre aleitamento materno da Direção Geral de Saúde dos EUA, reconheceu que os membros da família são muito importantes na nova vida das mães; que os papais precisavam da oportunidade de aprender sobre o aleitamento materno, tanto como as novas mamães… e precisavam aprender a apoiá-las, de maneiras que realmente lhes ajudem a continuar amamentando.

Há 10 simples passos que o pai pode seguir para apoiar à mãe em sua viagem pelo aleitamento materno:

1. Seja ativo, tenha voz e conheça os fatos.
Você realmente precisa participar desse grande caminho, incluindo leituras sobre aleitamento materno e indo a aulas com ela – não só pedindo resumos depois. Lembre-se, que o aleitamento materno ajuda a seu bebê a ser mais saudável de várias maneiras; reduz o risco de diabetes, evita infecções de ouvido, reduz o risco de obesidade infantil, aumenta o QI e muito mais. O aleitamento materno é o melhor começo de vida que você pode oferecer a seu bebê.

2. Aprenda a dar o apoio que é necessário.
Os pais são muitas vezes os primeiros a oferecerem mamadeiras “de salvação”, acreditando que com isto ajudam sua companheira, que está cansada e lutando. Mas, infelizmente, essas mamadeiras “de salvação” são o começo de um longo espiral que pode fazer a vida muito mais difícil para a nova mãe. 
Por outro lado, oferecer à mãe um alimento gostoso e água, alcançar-lhe o controle remoto, ajudá-la a fazer seu “ninho” e mantê-la numa vida familiar que compreende sua necessidade de descanso, é muito importante. As mulheres entrevistadas declaram que adorariam que seus companheiros nunca tivessem mencionado a fórmula. 

3. Faça com que ela saiba o quanto você a aprecia.
O aleitamento materno pode ser um trabalho muito duro e mentalmente extenuante no seu início. Faça com que ela saiba, dizendo-lhe o quanto a admira, o quanto ela é incrível e que você está muito orgulhoso dela. Isso pode significar muito para a mãe e pode ajudá-la a sentir-se apoiada.

4. Acorde com seu bebê de noite, mesmo que não o esteja alimentando.
Você pode trocar fralda, balançar o bebê e ajudar à mãe de muitas maneiras.

5. Assuma outras responsabilidades com seu bebê e alivie as da mãe.
O fato de não ser fonte de alimento, não importa. Bebês necessitam ser
cuidados, banhados, que conversem com eles, ser amados, e tudo isso pode ser feito por você. Esta é também a melhor maneira de estreitar os laços com seu bebê.

6. Assuma também, tarefas e responsabilidades domésticas.
Ajude com a limpeza da casa, faça a comida, pague as contas, lave a louça e a roupa, especialmente se está com licença maternidade. Cuide para que a única responsabilidade de sua companheira seja tomar conta de si mesma e ajudar a seu recém nascido a se integrar a este enorme mundo e começar com o melhor que é o aleitamento materno. Quanto menos preocupações a mãe tem, menos assustadoras serão as demandas do aleitamento materno.

7. Não permita que ela seja sujeita a sabotagem.
Se ganha fórmula de graça por correio ou de um amigo bem-intencionado, doe-a a um abrigo ou a alguém que esteja consumindo. O simples fato de tê-la em
casa,é o mesmo que ter doces quando alguém está fazendo dieta. Também, elimine toda literatura sobre aleitamento materno que seja de autoria de companhias que fabricam fórmulas.

8. Afaste dela toda “ajuda” negativa.
Se sua mãe ou quem quer que seja começa a lhes falar sobre aleitamento materno de forma negativa, como dizendo que precisam complementar com mamadeira, amavelmente diga-lhe que esse tipo de comentário não é bem-vindo nem apreciado, e se ainda assim, essa pessoa não consegue lhe dar apoio, convide-a a se retirar.

9. Saiba quando sua companheira precisa de ajuda.
Se ela sofre de mamilos rachados ou se está convencida de que sua produção não é suficiente, chame uma consultora de aleitamento e busque ajuda.

10. Crie ambientes tranquilos.
Não diga “bobagens” – simplesmente não o faça. Não jogue a toalha nem abandone o barco nem vá embora. Ria se alguém se atreve a lhe dizer algo negativo sobre o fato dela amamentar e ajude a aliviar a tensão demonstrando, ao mesmo tempo, apoio total a sua companheira.

Você pode ajudar! 
Nós podemos ajudar! 
Envie estes 10 conselhos a todos que logo serão novos Pais!


Esta lista foi adaptada de CafeMom.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Ah! Se os Bebês pudessem falar...

Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. 
Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. 
Coloquei a boca no trombone e você apareceu. 
Ainda bem!
Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. 
Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. 
Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. 
Acho que estraguei tudo. 
Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. 
Eu não! 
Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. 

Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. 
Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra.
Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. 
Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei, ainda tudo é tão novo pra mim aqui fora!
Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? 
Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar!
Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração!

Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. 

Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. 
Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. 

À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!


"Bebês de Mamães mais que Perfeitas", Centauro Editora, 2008.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Não me deixe chorar!

De todas as teorias do universo materno, as que me assustam são: 
* não dar colo para o bebê, 
* regular a amamentação em horários cronológicos 
* e deixar o bebê chorando.
Elas me pegam na alma!

Bebês não sabem falar, nasceram em um ambiente aquático, escuro, cheio de movimento e calor e, de uma hora pra outra estão do lado de fora.
Precisam ser alimentados, estranham...
Descobrem no peito uma maneira de ter o aconchego pleno!
Basta ver uma cadela: quando o filhote chora a mãe corre e aconchega. 
Bebês não choram a toa e se choram estão pedindo:
- Por favor me ajude!
Ajude a dormir, a enfrentar a solidão, a lidar com a temperatura que oscila.

Quando um bebê pede colo ele está reconhecendo que você é uma segurança.
Quando você nega esse colo ele pode se acostumar com a negligência e resignar-se. Mas ele não está feliz!

Eu adoro o conceito: permita que as crianças sejam dependentes no momento em que podem ser, para que sejam independentes para toda a vida.

O que mais vejo neste mundo são pessoas dependentes e resignadas.
Dependentes de comida, de medicamentos, de sexo, de necessidade de aceitação.
São, algumas vezes, sobreviventes de pequenos ou grandes abandonos.

Algumas vezes vendo esses programas que difundem a idéia da Torturadora de bebês eu sinto algo inexplicável: eu choro com a mãe que chora, com o filho que dorme soluçando.


Não há nada mais fácil e prazeroso para mãe e bebê do que
deitar junto com o bebe e dormir agarradinho.

É tão rápido que eles crescem. 
O que são 3 anos diante de uma vida toda?

Queremos tanto a independência precoce, exaltamos isso como troféu e depois questionamos onde se perdeu esse fio.

Eu vejo idosos abandonados com cuidadores ou em asilos e vejo ali o reflexo de uma sociedade que fecha os olhos para os dependentes trocando o amor por tecnologia, chupeta, mamadeira, berço que balança e no fim, uma cama fria e olhos de uma profissional contratada.

Assim começa a vida, assim ela termina. No meio um grande vazio que tentamos preencher. Um vazio cultivado em nome dessa ilusória independência precoce.

 
Texto escrito por Kalu Brum
Jornalista, Doula, Fotógrafa e Professora de Yoga