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terça-feira, 15 de abril de 2014

Ah! Se os Bebês pudessem falar...

Querida mamãe,

Esta noite acordei estranhando o silêncio. 
Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. 
Coloquei a boca no trombone e você apareceu. 
Ainda bem!
Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. 
Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.

Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. 
Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.

No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. 
Acho que estraguei tudo. 
Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. 
Eu não! 
Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. 

Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. 
Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra.
Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.

Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. 
Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei, ainda tudo é tão novo pra mim aqui fora!
Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.

Mamãe, você quer um conselho de bebê? 
Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar!
Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração!

Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. 

Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. 
Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. 

À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.

Sempre seu, gu-gu dá-dá!


"Bebês de Mamães mais que Perfeitas", Centauro Editora, 2008.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Não me deixe chorar!

De todas as teorias do universo materno, as que me assustam são: 
* não dar colo para o bebê, 
* regular a amamentação em horários cronológicos 
* e deixar o bebê chorando.
Elas me pegam na alma!

Bebês não sabem falar, nasceram em um ambiente aquático, escuro, cheio de movimento e calor e, de uma hora pra outra estão do lado de fora.
Precisam ser alimentados, estranham...
Descobrem no peito uma maneira de ter o aconchego pleno!
Basta ver uma cadela: quando o filhote chora a mãe corre e aconchega. 
Bebês não choram a toa e se choram estão pedindo:
- Por favor me ajude!
Ajude a dormir, a enfrentar a solidão, a lidar com a temperatura que oscila.

Quando um bebê pede colo ele está reconhecendo que você é uma segurança.
Quando você nega esse colo ele pode se acostumar com a negligência e resignar-se. Mas ele não está feliz!

Eu adoro o conceito: permita que as crianças sejam dependentes no momento em que podem ser, para que sejam independentes para toda a vida.

O que mais vejo neste mundo são pessoas dependentes e resignadas.
Dependentes de comida, de medicamentos, de sexo, de necessidade de aceitação.
São, algumas vezes, sobreviventes de pequenos ou grandes abandonos.

Algumas vezes vendo esses programas que difundem a idéia da Torturadora de bebês eu sinto algo inexplicável: eu choro com a mãe que chora, com o filho que dorme soluçando.


Não há nada mais fácil e prazeroso para mãe e bebê do que
deitar junto com o bebe e dormir agarradinho.

É tão rápido que eles crescem. 
O que são 3 anos diante de uma vida toda?

Queremos tanto a independência precoce, exaltamos isso como troféu e depois questionamos onde se perdeu esse fio.

Eu vejo idosos abandonados com cuidadores ou em asilos e vejo ali o reflexo de uma sociedade que fecha os olhos para os dependentes trocando o amor por tecnologia, chupeta, mamadeira, berço que balança e no fim, uma cama fria e olhos de uma profissional contratada.

Assim começa a vida, assim ela termina. No meio um grande vazio que tentamos preencher. Um vazio cultivado em nome dessa ilusória independência precoce.

 
Texto escrito por Kalu Brum
Jornalista, Doula, Fotógrafa e Professora de Yoga

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Andador: um atraso na vida dos bebês

O grande erro dos pais – em seu total desconhecimento - é achar que o andador ajudará no aprendizado da criança ao começar a andar. Isso não é verdade. 
O andador traz prejuízos 
no desenvolvimento 
psico e motor do bebê.

Por que será que não é bom? 
Por vários motivos!
A criança desde o nascimento passa por etapas do desenvolvimento em que cada fase serve de base para a próxima. Primeiro sustenta a cabeça, depois rola o corpo para os dois lados, se arrasta de barriga para baixo, senta com apoio, depois sem apoio, engatinha (alguns não passam por essa etapa), ficam em pé para então começarem os primeiros passinhos.

Em todo desenvolvimento motor e de equilíbrio a criança explora o ambiente e os objetos em sua volta, desenvolvendo paralelamente o aspecto neurológico. O bebê tenta alcançar objetos, observa os adultos e suas ações e imita.

O andador força a criança a pular várias dessas etapas essenciais para o desenvolvimento. Ela, por exemplo, não deixa a criança experimentar os “tombinhos” naturais do início do aprendizado do caminhar e, assim, a aquisição do equilíbrio é limitado e pode ainda deformar a estrutura óssea da perna.

Por pular etapas, o andador atrasa o início da marcha. Se o bebê é pequeno para o andador, usará somente as pontas dos pés para movimentar-se, o que poderá causar alguns problemas além do atraso da marcha, como alteração óssea.

Falsa liberdade - A sensação de liberdade que o andador oferece é ilusão. O andador não deixa a criança explorar adequadamente o espaço que está. Um simples objeto no chão e que desperte a atenção do bebê passa a se tornar algo inalcançável para o pequenino, pois o andador não oferece condições para que ele pegue e conheça a peça.

Já o bebê que não usa o andador poderá sentar-se no chão, engatinhar ou ir se apoiando nos móveis até chegar ao objeto desejado. Lembre-se: enquanto manuseia objetos e brinquedos, o bebê está desenvolvendo seu cérebro.

Veja como uma coisa puxa outra. O que pode ocorrer também com as crianças que usam o andador é a falta de estímulos pelos pais. Como a criança gosta do andador por movimentar mais rápido, ficam quietinhas e brincam sozinhas e são “esquecidas” pelos pais. A falta de estímulo pode causar uma deficiência no desenvolvimento neurológico.
Os acidentes que podem provocar graves lesões nas crianças são outro problema relacionado ao uso do andador. Os acidentes mais comuns são os tombos quando as crianças usam os pés para se impulsionarem para trás e batem a cabeça e as quedas em degraus.

De tão prejudiciais e perigosos para as crianças, a venda de andadores em países como o Canadá já é proibida.

O uso do andador compromete muito o desenvolvimento global das crianças. Os pais devem pensar nas conseqüências do andador antes de comprá-los. Não há criança normal que deixou de aprender a andar por falta do andador.


Obs: este artigo trata dos andadores onde as crianças ficam "sentadas". Os andadores "modernos" são aqueles onde a criança utiliza-o apenas para apoiar-se, como se estivesse empurrando um carrinho de supermercado. 
Para esses não há restrição. 


Fonte: www.guiadobebe.com.br

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Carregadores: qual o melhor para você e seu bebê?

Canguru:


A idéia inicial é de manter o bebê aquecido e próximo ao corpo da mãe. Para quem usa o canguru, o apoio em ambos os ombros é excelente ergonomicamente falando (para quem carrega!), o peso é distribuído e não acarreta dores lombares, mas o bebê não fica em uma posição anatômica. 

Foto que mostra a diferença
entre carregar em um sling ou em um canguru.
Há a compressão na inguinal (virilha) que desfavorece o retorno do sangue e pode amortecer as perninhas do seu bebê, como elas ficam sem apoio e “penduradas” para fora do canguru, a lombar é compensada para trás, desviando o eixo do bebê do que seria uma posição confortável. 

O balanço oferecido pelo carregador (pai ou mãe) ao caminhar não contribui em nada para o bem estar da criança uma vez que, a cada passo, há o deslocamento do peso na vertical fazendo a inguinal do bebê se comprimir contra o Canguru.

Conclusão: Bom para a mãe, ruim para o bebê.

Bebê Conforto

Sim! Infelizmente algumas pessoas estendem o uso do Bebê Conforto (que deveria ser utilizado somente em automóveis) como carregador. É só fazer um pequeno passeio ao shopping que você pode conferir. Ao carregar a criança no Bebê Conforto os pais ganham 3 ou 4 quilos extras para sustentar. Há a compensação do peso em apenas um dos braços, fazendo com que a coluna vertebral de quem está carregando se lateralize para sustentar o peso. Na posição horizontal, o movimento do balanço ao caminhar não é favorável ao sistema digestório da criança, aumentando a chance de refluxo. A distância, a falta de contato visual e do toque são outros fatores negativos ao uso do Bebê Conforto como carregador de bebê.

Conclusão: Ruim para a mãe, ruim para o bebê.

Sling:
Para o bebê, a posição no sling é extremamente aconchegante e favorável anatomicamente, seja o de argola, o pouch ou o wrap (os mais conhecidos), suas perninhas ficam apoiadas, a coluna na posição neutra e o toque direto com o corpo da mãe são algumas das vantagens do uso deste carregador. 

O movimento do balanço ao caminhar acalma a criança uma vez que todo o seu corpo está apoiado e confortável.  
Para a mãe as vantagens são as mesmas, deve-se observar apenas o uso do sling
de argola e do pouch para que não sobrecarregue apenas um ombro. Uma dica é alternar o uso em um ombro de cada vez. 
O uso do wrap sling tem sua vantagem em relação a isso, com o peso distribuído igualmente a mãe não compensa sua coluna.
Conclusão: Bom para a mãe, Bom pra você, excelente para seu bebê.

Sobre o Autor:
Mariana Cortiano: Fisioterapeuta, pós-graduada em Obstetrícia, amante dos assuntos ligados à saúde da mulher e defensora dos direitos femininos. A favor da sustentabilidade, de uma vida menos consumista e mais “vivida”. Apoio a maternagem consciente e ativa. Sou sócia da Corelle Estética e Bem Estar, onde procuramos oferecer oportunidades para promover uma melhor qualidade de vida às pessoas, principalmente mães e mulheres

sábado, 23 de março de 2013

Como lidar com a "BIRRA" dos nossos filhos?

A Revista Ponto de Encontro, distribuída em algumas farmácias do Brasil, publicou uma matéria excelente sobre como os pais devem agir no momento da "birra" da criança.

Achei a reportagem excelente, por isso, repasso a vocês!

É só clicar no link. É um arquivo no formato PDF. A matéria se encontra nas páginas 18-20.
Boa Leitura!
Coloquem em prática o que irão aprender!
http://institucional.drogariasaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/pontodeencontro-edicao42.pdf


Um abraço,
Liliana

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Boa alimentação: pais responsáveis, filhos saudáveis!

Videogame e fast food. Em outras palavras, sedentarismo e má alimentação. 
Desde que estes elementos entraram na vida das crianças e adolescentes, a preocupação dos pais com a nutrição dos filhos tornou-se mais justificada. Segundo o jornal britânico The Telegraph, uma recente pesquisa realizada pelo Programa Nacional de Medição Infantil do Reino Unido afirma que quase 25% das crianças entre quatro e cinco anos já estão acima do peso. Mas como é possível vencer este desafio?


Tim Straughan, chefe-executivo do Centro de Informações do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, disse ao jornal que estas estatísticas mostram que é preciso combater a obesidade infantil com maior intensidade, além de estimular a alimentação saudável e a atividade física entre as crianças, principalmente para reduzir problemas de saúde futuros. No Brasil, não deve ser diferente. Mas a preocupação com a nutrição e boa alimentação da criança não deve começar somente aos cinco anos: já nos primeiros dias de vida, a amamentação protege o bebê de muitos problemas. E persistir nela, caso pareça difícil no começo, vale a pena.
Mantida a fase do aleitamento materno exclusivo – de acordo com a OMS, ela deve ir até os seis meses de idade – e preocupando-se desde o princípio em evitar que as crianças sejam vítimas da obesidade, não há motivo para desespero. A papinha deve ser feita para alimentar o bebê da melhor maneira possível e, quando ele já estiver maiorzinho, como fazer com que ele crie gosto por verduras e legumes. Como em quase tudo na educação dos filhos, o exemplo e a persistência dos pais são a chave para conseguir o que para muitos parece impossível: ver a criança preferir uma maçã a um salgadinho.
Conforme ele cresce, torna-se mais difícil acompanhar de perto o que seu filho anda comendo por aí, na hora do recreio ou na casa de amiguinhos. Mesmo assim, é possível saber se ele está se alimentando bem com base no desenvolvimento físico e mental dele: há seis pontos essenciais a serem notados, do funcionamento regular do intestino à disposição para brincar . Afinal, com alimentação não se brinca – embora os pequenos possam se divertir (e aprender a se alimentar melhor) na cozinha.


Veja uma série de dicas que lhe ajudará a prevenir/evitar que seu filho sofra de obesidade:
1) Estenda o período de aleitamento materno ao máximo, pois isto reduz o risco de obesidade infantil.
2) Quando a criança estiver comendo, não force ela a comer mais que ela deseja.
3) Esqueça a história de oferecer doces como prêmio por bom comportamento.
4) Não coloque salgadinhos industrializados, doces ou refrigerantes na lancheira do seu filho.
5) Evite que seu filho assista TV por mais que duas horas ao dia.
6) Crie o hábito com seu filho de fazer passeios a pé, praticar esportes…
7) Evite estocar guloseimas  ou refrigerantes em casa, pois crianças não tem noção de limite.
8) Ensine a criança a comer frutas, legumes e verduras.
9) Acostume a criança a comer nas horas certas e de maneira dividida – seis vezes ao dia.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Quem disse que o Leite Materno "vira" água depois dos 2 anos?

Veja o PORQUÊ de amamentar seu bebê até os 
2 anos de idade ou mais!




terça-feira, 12 de junho de 2012

Mãe adotiva também pode dar o peito


Conheça mulheres que amamentaram sem nunca ter engravidado!

Cristina Marinho Martins celebrou o primeiro encontro com o filho com uma olhada bem no fundo dos olhos daquele bebê. Ninou Thiago, desabotoou a blusa e ofereceu seu peito como alimento e prova de amor. Ali, diz ela, selava um pacto de cumplicidade mútua.

Amamentar é uma possibilidade mesmo para mães adotivas, dizem os médicos.

João Pedro foi outro protegido pela vacina natural que sai do seio materno – arma poderosa contra as doenças da infância – no instante em que conheceu a mãe Tatiane Fernandes. A mamada de boas-vindas foi rápida, mas intensa. Representou o vínculo da nova família que nascia.

Cristina e Tatiane são exemplos de mulheres que desfrutaram o gosto da maternidade por meio da amamentação com a particularidade – que para elas é só um detalhe – de nunca terem gerado uma criança. Thiago e João Pedro, hoje com 5 e 2 anos, viraram garotões saudáveis com leite materno sem nunca terem mamado em quem os deu à luz.

Os quatro não são exceções da medicina e nem representam um fenômeno raro. Os médicos descobriram que as mães adotivas podem, sim, amamentar da forma tradicional. A constatação dos especialistas começa a ganhar os lares de famílias adotivas e se transformar numa recomendação de saúde para as mães que estão dispostas a adotar.

“Antigamente a chamada amamentação adotiva era uma possibilidade cheia de mistérios, não se sabia como trabalhar, existia medo e receio”, afirma Marcus Renato de Carvalho, professor de pediatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro e consultor em amamentação pela International Board Certified Lactation Consultants. “Hoje em dia é um método aprovado, os profissionais de saúde já dominam a técnica e divulgam essa possibilidade. Todos os meses recebo dezenas de mães adotivas querendo amamentar seus filhos tradicionalmente. Muitas conseguem.”

Empenho à luz do sol
A possibilidade de ter leite natural mesmo sem passar pela bomba hormonal trazida pela gestação começa, primeiro, com vontade e disposição de realizar o ato. Empenho é a palavra de ordem, inclusive para as mulheres que geraram os bebês, já que uma pesquisa da Fiocruz divulgada no início do ano mostrou que 44% delas falham na amamentação.

“É claro que muitos fatores são influentes na amamentação adotiva. Quanto mais nova é a criança, maior é a chance do aleitamento ser possível. Alguns medicamentos estimulam a produção do hormônio do leite, a prolactina. As massagens e o estímulo com bombas e equipamentos também ajudam a induzir o aleitamento”, pontua Carvalho.

Tatiane fez tudo o que o médico indicou e também tomou sol nos bicos do peito, técnica que funciona para preparar a mama - já que a aréola não é preparada pela pigmentação trazida pela gravidez.

"Mas nada foi tão estimulante quanto enxergar as transformações resultantes da insistência de oferecer o peito à boca do João Pedro", conta.

“Soube aos 14 anos que não poderia gerar uma criança por um problema no sistema reprodutivo. Mas nunca duvidei que seria mãe.” A amamentação deixava a convicção de Tatiane explícita a qualquer um que fazia uma visita ao recém-chegado João Pedro.

As vantagens
As mães Cristina e Tatiane tiveram algumas vantagens que contribuíram para o êxito da amamentação dos filhos não gerados em seus ventres. Elas não engravidaram, mas tiveram um tempo para se preparar para a chegada de seus bebês. “No meu caso”, explica Cristina Martins, “sabia que não poderia engravidar. Minha irmã fez a inseminação artificial com o sêmen do meu marido. Acompanhei de perto a gestação e durante todo o processo estimulei as mamas. Quando o Thiago nasceu, eu já tinha leite”, conta.

Já o filho de Tatiane foi gerado por fertilização in vitro no ventre da avó materna. “Durante a espera do João Pedro, eu até engordei junto! Só não tive enjôo, mas o resto senti na pele”, conta ela, que refere à gestação da mãe, na época com 42 anos, como “a nossa gravidez”.

Recomendação universal
Mesmo que não conheçam a mãe biológica dos filhos do coração, todas as mães adotivas podem tentar amamentar, recomenda a pesquisadora do Instituto de Saúde de São Paulo e uma das principais referências em amamentação do País, Marina Ferreira Réa.

“Não dá para atestar que todas terão sucesso. Se o bebê chega com mais de quatro meses, por exemplo, o processo é ainda mais lento, mas não impossível", informa, incentivando a persistência. “É sempre bom lembrar que o leite materno de uma mulher que engravidou tem a mesma qualidade do leite produzido por uma mulher que estimulou a amamentação. Os dois tipos são essenciais para criança, completos e uma forma bem eficiente de criar vínculo entre mãe e filho.”

Fórmula mágica

Tatiane diz que tentaria amamentar João Pedro todos os dias, mesmo que o leite não saísse. “Já iria valer só pelos momentos que tivemos juntos, aquela hora só nossa, tão importante para a nossa relação.” Cristina é adepta da mesma teoria e o especialista da UFRJ Marcus Renato Carvalho não tem só as evidências científicas para aplaudir a persistência de todas as mães adotivas que vão ao seu consultório querendo alimentar seus filhos. "É uma experiência pessoal", arremata.

Após o término da entrevista, Carvalho confidenciou à jornalista que é a prova viva da possibilidade do aleitamento materno adotivo. Aos 11 anos de idade, Carvalho descobriu que era adotado "sem drama”, afirma. Ao saber a origem da sua história um outro capítulo foi revelado: sua mãe adotiva, durante as longas noites embaladas pelo choro interminável daquele garoto rejeitado pela mãe biológica, ofereceu o peito como tentativa de alento. Marcus Renato Carvalho mamou.

O médico que hoje ajuda mães "do coração" a amamentar seus filhos, autor de vários livros sobre o tema e pesquisas na área, é um exemplo de que a amamentação por mães que nunca engravidaram é um sonho possível. Ele descobriu isso lá nos anos 50, época em que nem mesmo a medicina, sua devoção futura, tinha se convencido desta possibilidade.

Os passos do aleitamento da mãe adotiva:

1) Se vai adotar uma criança e deseja amamentá-la tradicionalmente, informe isso ao seu médico

2) O processo é lento e requer empenho. Faça massagens nos seios, tome sol com eles descobertos (fora dos horários de sol intenso) e também se informe sobre os aparelhos que fazem o bombeamento das mamas com foco na estimulação.

3) Com orientação médica, há a possibilidade de usar medicações que estimulem a produção de prolactina, hormônio do leite materno.

4)  Nos bancos de leite, são mais de 150 espalhados pelo País, os profissionais são habilitados a dar informações sobre isso. Veja os endereços

5) Ao iniciar a amamentação, é possível que o bebê precise de complemento na alimentação. Uma técnica é usar uma sonda bem fininha. Coloque uma ponta das sondas no copo e a outra próxima ao bico do seu seio. O nenê ao mesmo tempo que suga o peito, recebe o leite do copinho. Com o tempo e estímulo, ele vai passar a beber menos do copo e mais do peito.







Extraído do site iG

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Os erros mais comuns da amamentação e como evitá-los.

Especialistas apontam os 15 principais equívocos das mães na hora do aleitamento e sugerem maneiras de solucioná-los.


Para evitar os erros na amamentação, é preciso informação e prática.

Bom tanto para a mãe como para o bebê, o aleitamento reduz o risco de câncer de ovário e de mama e de osteoporose. 
Já a criança ganha reforços no desenvolvimento e fica mais protegida contra diabetes, infecções respiratórias e alergias, entre outros problemas. Mas muitas mães desistem de amamentar por conta de dores nos mamilos, insegurança ou falta de orientação adequada. Especialistas dizem quais são os principais erros na hora do aleitamento – e como solucioná-los.

1. Falta de confiança em si própria
A tranquilidade da mãe na hora de amamentar já é um grande passo em direção a um momento prazeroso para ambas as partes. Se a mulher fica nervosa com as dificuldades comuns ao início, o processo de amamentação pode ser mais trabalhoso. Com tranquilidade, conforto e confiança, aos poucos mãe e filho vão aprendendo e se entrosando, sem motivos para desespero. “O leite é produzido no peito e na cabeça. A lactante (Mãe) precisa confiar nela mesma. Toda mulher produz leite, até aquela que adota e não ficou grávida” diz o pediatra Marcus Renato de Carvalho, especialista em amamentação pelo International Board Lactation Consultant Examiners, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRJ e editor do site Aleitamento.

2. Dar de mamar com o bebê sonolento
O processo de amamentação flui melhor quando o bebê está desperto, porque ele consegue abrir a boca para fazer a pega correta (abocanhar o mamilo e a maior parte da aréola). Quando está sonolento, geralmente atinge só a pontinha do mamilo. Resultado: não mama direito e em pouco tempo precisará se “abastecer” de novo. “Para deixar o bebê mais desperto, a mãe pode manter o ambiente mais iluminado e deixar o bebê com menos roupa, para que se aconchegue e equilibre a temperatura no colo da mãe”, aconselha a enfermeira Bárbara Pauletti, do Centro de Amamentação da Maternidade Pró-Matre (SP).

3. Não prestar atenção ao bebê durante a amamentação
Como o tempo é curto, muitas mães aproveitam a hora da mamada para realizar outras tarefas: dormir, assistir à televisão e até resolver pendências por telefone. Mas é muito importante aproveitar o período do aleitamento para conversar com o bebê e fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Vale conversar, cantar, contar histórias. Qualquer coisa para ajudar a mantê-lo acordadinho e manter um bom ritmo de sucção.

4. Prender-se ao tempo de mamada
O bebê não é um relógio. Ele funciona na hora que quer. Portanto, nada de se prender em conselhos de amigas e avós sobre a duração de cada mamada. “Não é de três em três horas ou de ‘tantos’ minutos em cada peito. Como o leite materno é de fácil digestão, alguns bebês mamam com muita frequência”, explica o pediatra Marcus Renato de Carvalho. Segundo ele, o importante mesmo é zelar pela livre demanda, ou seja, o bebê dita o ritmo: mama o tempo que quiser, no intervalo que necessitar. A mamada só termina quando ele solta espontaneamente o seio materno.

5. Amamentar com muita gente ao redor
Se a mãe se sente confortável em amamentar com outras pessoas ao redor, tudo bem. Mas se ficar incomodada ou preferir ter um momento mais íntimo com o bebê, especialmente no início, quando ambos estão se adaptando ao processo, não se acanhe em pedir licença e se “isolar” com a criança. O conforto e a tranquilidade da mãe são essenciais para uma boa amamentação.

6. Não se atentar para a pega correta do bebê
Muitas vezes, as fissuras nos seios acontecem por conta da pega incorreta do bebê no seio. “Quando pegam somente o mamilo, além de não extrair bem o leite, os bebês podem provocar rachaduras no peito da mãe”, explica Ana Paula Mikaro Hosoda, enfermeira do Ambulatório de Aleitamento Materno do Hospital Santa Catarina (SP). O certo é o bebê abocanhar toda a aréola (ou o máximo dela), para ter uma melhor sucção e não ferir a mãe.


7. Deixar o bebê com a cabeça torta
A mãe deve observar se a cabeça e o corpo do bebê estão alinhados e apoiados, sempre com a cabeça voltada para a mama. Se a cabeça ficar torta, haverá incômodo na deglutição. A posição mais comum é o abdômen da mãe em contato com o do bebê (“barriga com barriga”). O bumbum dele fica apoiado na mão da mãe e a cabeça, na dobra do braço dela.
Não é preciso pressionar a cabeça do bebê contra o peito. Basta apoiá-la.

8. Pressionar a cabeça do bebê contra o peito
O bebê se adapta naturalmente à pegada no seio da mãe. Faça somente um apoio e ele naturalmente se achega para abocanhar o seio. Para ficar mais confortável, coloque um travesseiro em cima das suas pernas, dando mais firmeza para apoiar o braço e deixar o bebê na posição correta de maneira mais natural.

9. Achar que o leite é "fraco" ou insuficiente
As mamas são preparadas para produzir o leite já no período de gestação. Após o nascimento, o próprio bebê estimula a produção por meio da sucção correta. Portanto, quanto mais o bebê mama, mais leite se produz. Nos primeiros meses de vida, tudo o que o bebê precisa está no leite materno. Não dê a ele chá, água, suco ou outro tipo de leite sem orientação médica.

10. Ficar alternando os seios a toda hora
É melhor "esvaziar" completamente o primeiro seio para só então passar para o segundo. Muitas vezes, o "esvaziamento" da mama exige duas ou três mamadas no mesmo peito. Quando as mães alternam os dois seios em cada mamada, acabam por produzir excesso de leite. “Com a hiperprodução, o bebê pode ficar irritado e ganhar menos peso, pois não consegue chegar ao ‘leite do fim’. Este leite final tem uma alta carga de gordura, dá a sensação de saciedade e prazer e engorda”, explica a pediatra e neonatologista Ana Júlia Colameo, membro da IBFAN (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar) e conselheira em amamentação da Organização Mundial da Saúde e Unicef.

11. Dar chupeta e mamadeira ao invés do peito
As chupetas ensinam o bebê a “mascar”. Durante a amamentação, ele pode machucar a mãe ou não conseguir retirar todo o leite que necessita, porque faz “confusão” ao abocanhar o mamilo. A mamadeira também o habitua a outra forma de se alimentar, causando a “confusão de bicos”. “Além disso, o leite artificial demora a ser digerido, diminuindo o número de mamadas e fazendo reduzir a produção de leite. Por isso é muito comum ver mulheres que, depois que introduziram mamadeira, perderam a amamentação porque o leite ‘secou’ ou o bebê não quis mais”, afirma a pediatra e neonatologista Ana Júlia Colameo.

12. Usar cremes e loções nos seios
Para manter o peito sadio, o melhor é fazer uma leve pressão para saída do leite e passar o próprio líquido ao redor da aréola. O uso de pomadas e cremes só deve ser feito com orientação médica. “Se a fissura for muito grande e dolorosa, suspende-se a amamentação na mama mais afetada por um período de 24 a 48 horas e coleta-se manualmente o leite até seu esgotamento, para evitar que o líquido empedre”, orienta Daniela Vieira de Lima, enfermeira obstetra do Hospital e Maternidade São Cristovão (SP).

13. Esquecer de se alimentar
Apesar de a alimentação não ter relações diretas com o aumento ou diminuição na produção de leite, é importante fazer um aporte extra de 500 calorias a mais por dia. Os alimentos mais indicados são peixes de água fria, como a sardinha, e gema de ovo. Evite leite de vaca e refrigerantes à base de cola.

14. Voltar ao cigarro
A nicotina presente no cigarro continua a fazer mal para o bebê mesmo após o parto, pois a substância passa para o leite materno, assim como o álcool e outras drogas. Com isso, pode haver alterações no sistema nervoso central do bebê, com prejuízos para o seu desenvolvimento.

15. Desistir na primeira dificuldade
Dificuldades na amamentação são muito comuns, especialmente nos primeiros dias. Procure ajuda sempre que sentir necessidade. Há diversos centros de apoio à amamentação em hospitais e clínicas médicas, nos quais profissionais de saúde informam e orientam as novas mães sobre o aleitamento. Muitas vezes, a dificuldade é causada apenas por um posicionamento incorreto ou pelo fato de o bebê estar sonolento, fatores que podem ser contornados facilmente, sem precisar desistir do processo.


Reportagem extraída do site iG

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Não basta ser Pai... Tem que participar!

A paternidade só começa mesmo após o nascimento do bebê. Meu obstetra, Dr. Silvio Rios, diz que a "ficha"do pai, só cai na sala de parto, quando vê o filho pela primeira vez.
Meu marido, Sérgio, sempre quis ser pai.
Me lembro até hoje, no dia 1 de março de 2009, quando cheguei em casa do trabalho e falei pra ele: "Você vai ser papai!". Ele ficou irradiante! Me dava beijos, me abraçava... Beijava a acariciava a minha barriga... E assim foi durante toda a gravidez!
Ele conversava com a Letícia, dizia que a amava, ...
Me lembro também da primeira vez que ele sentiu a Letícia mexer na barriga. Que emoção!


Sérgio teve o privilégio de estar comigo no parto. Como foi maravilhoso estar com ele nesse momento tão importante! Ele disse que a cena mais linda e impressionante que ele viu foi quando a Letícia parou de chorar quando foi colocada no meu colo. 

Quando nossa filha nasceu, meu marido me apoiou muito! (e continua até hoje!)
Isso foi tão importante pra mim!
Ele acordava de madrugada comigo pra trocar fralda, ficava olhando Letícia mamar, ficava com ela no colo para ela arrotar, colocava pra dormir... Como ele me ajudou!

A fase de amamentação exige muito da mãe. Exige tempo e dedicação. Amamentar no peito é uma coisa que só a mãe pode fazer. Por isso, quando o pai se envolve com outros cuidados diários, dividindo as tarefas com a mãe, faz com que ela  fique mais segura e não fique sobrecarregada.


Hoje, infelizmente, ainda existem pais que não se envolvem no cuidado dos seus filhos.
Acham que isso é tarefa de mulher, ou porque pagam uma babá, acham que não devem encostar no bebê pra dar um banho ou trocar uma fralda.
Acho maravilhoso quem pode ter uma babá para ajudar. Mas lembre-se: ela não pode e não deve JAMAIS substituir as funções da mãe e do pai.


O envolvimento do pai no cuidado diário do seu filho é bom para a mãe e o bebê!
A mãe descansa mais com a divisão das tarefas. O bebê, sendo tocado pelo pai, recebendo carinho, cresce seguro, pois entende que é amado e querido.



Por isso, pai, não fique aí parado! Mexa-se!


1) Comece lendo sobre gravidez.
Aprenda sobre as mudanças que ocorrem com a mulher, suas alterações hormonais, ...
Diga à sua mulher que ela é a grávida mais linda do mundo!
Aprenda e entenda o desenvolvimento do seu bebê quando ainda está no útero. Acompanhe as mudanças no seu desenvolvimento de semana em semana (bebe.com.br)
Participe do pré-natal, faça cursos.
2) Esteja presente na sala de parto. Você não precisa assistir o parto se não quiser. Basta ficar do lado da sua mulher, dividindo a ansiedade deste momento, segurando na sua mão, fazendo um carinho, ...
3) Divida as tarefas com a sua mulher. Ajude nos cuidados com o bebê. Troque fraldas (inclusive as de cocô). Dê banho. Coloque o bebê para arrotar enquanto a sua mulher dorme um pouquinho. Apoie sua mulher na amamentação exclusiva.


Não se sinta incapaz.
Inseguro, todo papai e mamãe de primeira viagem é, mas NUNCA incapaz.
Esteja certo de que você dará conta do recado!


Muito obrigada, Sérgio, meu marido amado, por ter me ajudado desde o início a cuidar da nossa Letícia. Tenho certeza que o "grude" dela com você não é por acaso. Você plantou cuidado, amor, carinho  e agora está colhendo! Amo você!